Distribuição de alimento a quem precisa

Com os efeitos sistémicos da pandemia na sociedade os mais desfavorecidos ficam ainda mais vulneráveis. Para agravar, prevê-se que o número de pessoas carenciadas aumente.



1. Problema identificado O efeito da pandemia Covid-19 sente-se em toda a sociedade, não excluindo os mais desfavorecidos. Instituições que normalmente visam ajudar os mais vulneráveis passam por dificuldades operacionais que lhes compromete a entrega do alimento a pessoas em situação fragilizada. Estas dificuldades devem-se a:

  • Os habituais fornecedores de alimento (grandes cadeias de supermercado que permitem associações terem acesso a alimento não comercializável, mas em perfeitas condições de consumo terem as suas próprias redes obstruídas ou não permitirem acesso para redução do risco de contágio).

  • As empresas que habitualmente fazem campanha de recolha alimentar com os seus colaboradores, pararam as campanhas por terem os colaboradores em teletrabalho, impossibilitando a recolha.

A agravar esta situação, há um número crescente de pessoas a ocupar as ruas. Segundo os dados recolhidos junto da Cáritas Diocesana do Porto o Projeto Porta Solidária que foi criado em 2009 e que apoiava em média 150 pessoas por dia, chegou agora às 400 refeições diárias num espaço de 4 semanas.


2. Solução implementada A nossa solução passou por criar soluções logisticamente simplificadas mas que garantissem que a necessária cadeia alimentar funcione durante a pandemia.

Para se poder distribuir alimento de uma maneira sustentável, acreditamos ser necessário que o fluxo alimentar, nomeadamente procura <> distribuição <> oferta, seja feita sem muita logística para garantir continuidade neste período incerto. A nossa ideia passa por criar mini cadeias alimentares espalhadas regionalmente no país onde a procura, distribuição e oferta sejam feitas por proximidade umas das outras. 

Para isso procurámos entidades que atuem a nível nacional e que possam assegurar as mini cadeias alimentares

Da procura (as necessidades vividas e quem tem visibilidade de quem pede ajuda) - Neste caso pedimos visibilidade através das instituições que nos abordaram em pedido de auxílio;

Da distribuição (as necessidades de levar o alimento de A a B num raio próximo) - Neste caso temos o CNE (Corpo Nacional de Escutas) que já se encontra a ajudar logisticamente e de forma pontual a fazer este serviço, entre outros e se disponibiliza para continuar este auxílio

Na oferta (a EuropAssistance voluntariou-se para promover uma campanha com todos os seus colaboradores em teletrabalho que consistia em dobrar a oferta dos seus colaboradores)


3. Quem auxiliou na operacionalização desta solução?


Esta solução contou com o apoio alimentar da EuropAssistance e os seus colaboradores, logístico e operacional do Corpo Nacional de Escutas e da Congrau Engenharia e Construção










4. O que pretendemos com esta solução?

  • Simplificar a cadeia alimentar nesta fase de pandemia de modo a minimizar o risco de contágio de todos os intervenientes;

  • Possibilitar empresas com colaboradores em teletrabalho que continuem a fazer recolhas alimentares durante a pandemia;

  • Permitir que as associações que já auxiliam pessoas em situação fragilizada, continuem a cumprir a sua missão.

5. Qual foi o impacto social conseguido?

  • 1700 Kgs de alimento recolhido

  • 86 Pontos de Recolha em 16 horas de recolha e distribuição.

  • Entidades envolvidas (86 instituições que receberam o alimento, 455 colaboradores EAP)




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